Manaus, 12 de julho de 2024

A história da praticagem: como ela surgiu e evoluiu ao longo do tempo?

A praticagem é uma atividade essencial para garantir a segurança da navegação em portos e canais. Ela consiste em um serviço prestado por profissionais especializados em conduzir navios em áreas restritas ou de difícil acesso. A história da praticagem remonta aos tempos da navegação à vela, quando os navios eram movidos apenas pelo vento e dependiam de condições climáticas favoráveis para navegar com segurança. Quando chegavam a portos ou canais estreitos, os capitães precisavam de ajuda para manobrar suas embarcações em segurança. Foi nesse contexto que surgiram os primeiros práticos, que auxiliavam os navios na entrada e saída dos portos e canais.

Com o tempo, a praticagem se tornou uma atividade cada vez mais especializada. Os práticos passaram a conhecer em detalhes as características dos portos e canais em que atuavam, bem como a dinâmica das correntes, ventos e marés. Além disso, eles passaram a trabalhar em regime de escala, ou seja, uma equipe de práticos ficava de plantão para atender os navios que chegavam ao porto.

Ao longo dos séculos, a praticagem evoluiu significativamente. Com o advento da navegação a motor, os navios se tornaram mais rápidos e manobráveis, o que exigiu ainda mais habilidade dos práticos. Além disso, a atividade se tornou mais regulamentada, com a criação de leis e normas específicas para a atuação dos práticos.

No Brasil, a praticagem foi regulamentada pela primeira vez em 1837, com a criação da Junta de Praticagem do Porto do Rio de Janeiro. Com o tempo, outras juntas foram criadas em diferentes portos do país, cada uma com suas próprias regras e regulamentos.

Atualmente, a praticagem é uma atividade altamente especializada e regulamentada. Os práticos passam por um processo seletivo rigoroso e recebem treinamento constante para manter suas habilidades em dia. Além disso, as juntas de praticagem são responsáveis por fiscalizar e regulamentar a atividade em cada porto.

A evolução da praticagem não se deu apenas em termos de tecnologia e regulamentação. A própria formação dos práticos mudou ao longo do tempo. Inicialmente, a atividade era exercida por pessoas com experiência em navegação, que conheciam bem as águas em que atuavam. Com o tempo, a formação dos práticos se tornou mais formal, com a criação de cursos específicos para a atividade. Atualmente, a formação dos práticos inclui disciplinas como navegação, manobras, meteorologia, legislação e segurança, entre outras.

Outra mudança importante na praticagem foi a adoção de tecnologias avançadas para auxiliar os práticos em seu trabalho. Hoje em dia, os práticos contam com equipamentos como GPS, radar, sonar e sistemas de comunicação avançados para garantir a segurança da navegação.

A praticagem também se tornou uma atividade globalizada. Hoje em dia, os práticos podem atuar em diferentes portos ao redor do mundo, e existe uma troca constante de conhecimentos e experiências entre os profissionais de diferentes países. Isso tem contribuído para o aprimoramento da atividade e para um maior nível de segurança na navegação em nível global.

A praticagem é uma atividade essencial para a economia global, pois permite que os navios possam entrar e sair dos portos de forma segura e eficiente. Sem os serviços dos práticos, muitas operações portuárias seriam impossíveis ou muito arriscadas.

Além disso, a praticagem é uma atividade que gera empregos e movimenta a economia local. Nos portos em que a praticagem é realizada, existe uma indústria de suporte que inclui empresas de rebocadores, manutenção de embarcações, serviços de segurança, entre outros.

A história da praticagem é uma história de evolução e especialização. Desde seus primeiros dias como uma atividade informal até os dias de hoje, a praticagem se tornou uma atividade altamente regulamentada e especializada, essencial para garantir a segurança da navegação em portos e canais em todo o mundo.

A evolução da praticagem tem sido marcada por mudanças significativas em termos de tecnologia, regulamentação e formação dos profissionais. Além disso, a atividade se tornou globalizada, com a troca constante de conhecimentos e experiências entre os práticos de diferentes países. Tudo isso tem contribuído para garantir um alto nível de segurança na navegação em todo o mundo.

Referências bibliográficas

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